Primeiro semestre do PAYT com resultados muito animadores
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Primeiro semestre do PAYT com resultados muito animadores

Primeiro semestre do PAYT com resultados muito animadores

Desde abril deste ano que o sistema PAYT (Pay-as-you-throw ou Paga o que Produzes) entrou em vigor no centro histórico de Guimarães prometendo revolucionar a recolha de resíduos urbanos nesta área da cidade.

Os dados referentes a este projeto inovador em Portugal não deixam margem para dúvidas. Desde a sua implementação, houve um aumento dos resíduos recicláveis na ordem dos 86% e uma redução de 35% nos resíduos domésticos, superando as expectativas europeias em 56 e 20 pontos percentuais, respetivamente.

Daniel Pinto, administrador executivo da VITRUS, aponta para o enorme sucesso do projeto referindo que “apenas no mês de agosto foram encaminhadas para a reciclagem mais de 34 toneladas de resíduos seletivos, o que comprova que os hábitos das pessoas em relação a esta temática estão a mudar. O sucesso do PAYT materializa-se com dados como estes, acabando por justificar também o investimento económico e humano da VITRUS”.

Com a aplicação desta tarifa, já se conseguiu, apenas com a reciclagem do papel e cartão, salvar aproximadamente 800 árvores. Com a quantidade de vidro reciclado já seria possível produzir 127 toneladas de novo vidro sem recurso a matérias primas. E as toneladas de plástico recolhido já possibilita o fabrico de 21 milhões de t-shirts tamanho XL.

Amadeu Portilha, presidente do conselho de administração da VITRUS, refere que “estes resultados espelham o notável esforço de adaptação dos habitantes e comerciantes do centro histórico que nos têm ajudado a provar que é possível melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Com esta medida começamos a mudar hábitos e comportamentos e damos o nosso contributo ativo na proteção do meio ambiente”.

Um dos principais objetivos do PAYT é o de criar uma tarifa justa para a recolha de resíduos. Com este sistema essa tarifa é à medida do consumidor, já que é aplicada com a compra dos sacos para o lixo doméstico. Logo, quanto mais lixo produzir, mais vai pagar. Por sua vez, o lixo seletivo não é taxado, fazendo que quanto mais recicle, menos paga. “O consumidor passa a decidir quanto quer pagar pelo seu lixo e ao reduzir essa tarifa está paralelamente a ajudar o ambiente” explica Daniel Pinto.
Desde janeiro que o centro histórico da cidade está livre de ecopontos e contentores já que a recolha porta-a-porta é feita 7 vezes ao dia em horário definido. Em média, a VITRUS recolhe diariamente mais de 800 kg de lixo reciclável.

Note-se que este projeto surgiu de uma candidatura submetida pela VITRUS Ambiente, que foi aprovada e financiada pela POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência e Uso de Recursos) relativamente à "Promoção da Reciclagem Multimaterial e Valorização Orgânica de resíduos urbanos" no valor de 119 318,28€. O PAYT vai também de encontro às metas nacionais definidas pelo PERSU 2020 (Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos) e do Portugal 2020, fazendo dele um projeto sustentável e pertinente.

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