VITRUS quer combater o desperdício alimentar
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VITRUS quer combater o desperdício alimentar

VITRUS quer combater o desperdício alimentar

Em Portugal desperdiça-se, anualmente, 1 tonelada de alimentos e a VITRUS foi para o Centro Histórico discutir este problema.

Foi no passado dia 14 de outubro que a VITRUS organizou, no Centro Histórico, o terceiro workshop do ano, onde se abordou o tema do desperdício alimentar. A iniciativa contou com a presença de Fernando Ribeiro, representante da Refood em Guimarães, e do chef António Loureiro do restaurante A Cozinha.

O desperdício alimentar é um problema que traz consigo graves consequências a nível ambiental, social e económico e o seu combate é urgente. O ano de 2016 foi definido pelo Governo para o combate a este flagelo e, no mesmo ano, o sistema PAYT foi implementado no Centro Histórico de Guimarães. Este sistema de gestão de resíduos veio consolidar hábitos de separação. No entanto, ainda podemos reduzir os resíduos indiferenciados. Segundo as observações no terreno, grande parte desses resíduos são restos de comida, confirmando os dados estatísticos a nível nacional. Assim, reduzir o desperdício alimentar faz com que, consequentemente, se reduza a tarifa do lixo.

Para apoiar os utilizadores nesta tarefa, a VITRUS convidou-os para uma sessão de conversa e esclarecimentos que decorreu durante a tarde de sábado. Por ser abordado um tema tão pertinente para a sociedade, a empresa municipal decidiu abrir o workshop para toda a comunidade, tendo o evento um caráter livre e gratuito.

Fernando Ribeiro, representante da Refood Guimarães, esteve presente para dar a conhecer a associação que já existe desde 2010, mas que apenas chegou à nossa cidade em 2016. A Refood tem como missão recolher excedentes alimentares de parceiros para entregar em casas e instituições carenciadas. Deste modo, combate-se o desperdício em vários restaurantes, cafés e cantinas e a fome, junto de muitas famílias em dificuldade. Fernando Ribeiro refere que a Refood não procura – nem pode – recolher doações monetárias, precisa apenas de voluntários capazes de doar 2 horas semanais para recolher alimentos e entregar junto de quem mais precisa.

O chef António Loureiro explicou aos presentes que durante a confeção dos produtos também é possível combater o desperdício alimentar e que isso, entre outros métodos, é um hábito diário no seu estabelecimento que lhe permite geri-lo de forma sustentável. O seu restaurante foi recentemente distinguido com a Green Key, um prémio que congratula as boas práticas ambientais, o que vem sustentar o seu cumprimento exemplar da tarifa PAYT. Para além de partilhar com o público as suas dicas e métodos, o chef cozinhou Robalo e Caldeirada, aproveitando várias partes do peixe para intensificar o sabor.

Este é o terceiro de quatro workshops organizados pela VITRUS em 2017, aquando do primeiro aniversário do PAYT. Os objetivos são os de esclarecer e ajudar os utilizadores a adotarem hábitos mais ecológicos e sustentáveis, incentivando-os a reduzir os seus resíduos e, consequentemente, a sua tarifa do lixo. O quarto e último evento vai acontecer em dezembro e tem como tema a reutilização de materiais.

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